O Forum Econômico Mundial de Davos, realizado anualmente na pequena cidade de Davos, na Suíça, é o mais importante encontro de líderes mundiais na área da economia. Em Davos reúnem-se ministros da Fazenda ou da Economia, presidentes de Bancos Centrais, grandes investidores e empresários de vários setores – principalmente do segmento financeiro -, Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, entre outros organismos que influenciam diretamente o destino do planeta.

Nos últimos anos o Brasil andava sumido de Davos, em razão do descrédito a que chegou a nossa economia. Descontrole na política fiscal, aumento do endividamento interno e externo, recrudescimento da inflação, excesso de protecionismo, entre tantos outros indicadores adversos geraram uma desconfiança imensa do país lá fora. O mundo passou a ver que o crescimento do Brasil na era petista não estava pavimentado em políticas consolidadas, mas no populismo.

A desastrada política econômica, ancorada na bandalheira que nos foi mostrada até aqui pela Operação Lava Jato, reflete ainda, no dia a dia, sobre todos nós. A maior comprovação está no elevado número de desempregados e na diminuição na renda. Os estragos foram enormes, de modo que é impossível desfazê-los em curto prazo, da noite para o dia. Todavia, as medidas corretivas estão sendo implementadas de modo a retomar a credibilidade na economia e no governo.

Segundo dados publicados na última terça-feira pela Organização das Nações Unidas (ONU), em seu último informe anual, o crescimento previsto para o Brasil, neste ano, será de 0,6%, um pouco maior do que a previsão oficial do Banco Central, que é de 0,5%. Tal indicador é o pior entre os países do G-20. Só não será pior do que o Equador, Guiné Equatorial, Síria, Trinidad e Tobago e Venezuela, que atualmente passam por problemas internos ainda maiores que o nosso.

A situação do Brasil, entretanto, já começa a apresentar sinais inequívocos de melhora. Alguns indicadores são a volta da inflação para o centro da meta (4,5% ao ano), a tendência de queda nas taxas de juros, a aprovação da Emenda Constitucional nº 95 – que limita a elevação dos gastos públicos acima da inflação, por vinte anos – e a proposta de mudança na previdência social.

Por este motivo, as medidas executadas pela equipe econômica do governo de Michel Temer (PMDB-SP) mostraram-se como uma grata surpresa no Forum Econômico Mundial de Davos.  Segundo técnicos da ONU “a recessão no Brasil pode ter sido superada, depois de uma forte queda de produção em 2015 e 2016… A incerteza política no Brasil caiu e os fundamentos para um programa de gerenciamento macro foi introduzido”.

O que pode atrapalhar a recuperação que se avizinha é a morosidade e a política demagógica e mesquinha, que apequena com seu fisiologismo o Congresso Nacional. Da oposição do PT e dos demais partidos da esquerda não podemos esperar nada. Estes, depois de sistematizarem a roubalheira e destruírem o Brasil agora sonham em retornar ao poder. Para eles, quanto pior, melhor!

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