A Operação Lava Jato mostrou a todo país uma gigantesca organização criminosa montada para saquear o Brasil e as empresas públicas, com ênfase na Petrobras. Políticos de vários partidos, grandes empresários, doleiros e burocratas do alto escalão foram sendo rastreados à medida que a Operação constituía um conjunto de provas robustas, claras e transparentes, levantadas internamente e no exterior. Todo sucesso partiu de um trabalho minucioso da Receita Federal, Ministério Público e Polícia Federal. E, para surpresa geral, o esquema montado superava em muito o MENSALÃO, pelo tamanho da roubalheira.

Daí que em cinco anos de Operação Lava Jato já foram recuperados para os cofres públicos cerca de R$ 13 bilhões. Parte desses recursos resultou de dinheiro repatriados, após acordos e delações premiadas firmados com diversos réus. Mais de 150 envolvidos foram condenados por diversos crimes: lavagem de dinheiro, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, etc. A soma de todas essas sentenças ultrapassa a dois mil anos de prisão. Também a Petrobras se viu obrigada a fazer acordo com acionistas estrangeiros para reparação dos danos causados pela corrupção.

No entanto, mesmo diante de tantas provas e condenações nas diversas instâncias da Justiça, o crime organizado não tem qualquer comedimento em denegrir e tentar implodir a Operação Lava Jato, usando dos mais baixos recursos. O recente episódio de hackear os telefones móveis de diversas autoridades, entre elas do Procurador da República Daltan Dallagnol e do ex-Juiz Sérgio Moro, em uma flagrante operação criminosa, demonstra que há muita gente poderosa incomodada com o combate ao crime. Não há dúvida! Muita gente gostaria que a roubalheira continuasse como era antes…

Todavia, é de se espantar que na primeira hora desse triste episódio ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem cabe preservar a Constituição da República e as Leis, venham manifestar em público, efusivamente, contra as autoridades constituídas à frente da Operação Lava Jato. E pior, que não se pronunciem contra a forma criminosa utilizada pelos hackers, pois ainda não se sabe até onde é real ou montagem a conversação divulgada. Lamentavelmente, para descrédito de nosso sistema de Justiça, procederam assim os ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello.

O ministro Marco Aurélio de Mello chegou ao ponto de dizer que o ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro deveria deixar o cargo. Faltou apenas defender que o ministro fosse preso, enquanto os ladrões da Lava Jato colocados em liberdade com louvações e impunes.

Chama a atenção que esse fato aconteça em sintonia com importantes setores da imprensa, com outros órgãos do Judiciário e poderes da República – como de segmentos do Legislativo – justamente no momento em que a Segunda Turma do STF analisa mais um Habeas Corpus para a soltura do ex-presidente Lula da Silva (PT-SP) e quando o presidente da Corte, Ministro Dias Toffoli, anuncia a colocação na pauta da prisão em 2ª instância. Tudo soa perfeitamente orquestrado, subjugando a inteligência de todos.

Mas, a bem da Justiça, esse episódio ficará marcado como mais uma tentativa do crime organizado calar a Operação Lava Jato. Contudo, os fatos falam por si! Além disso, o ministro Sérgio Moro continuará com amplo apoio da nação, por todos os trabalhos já prestados a favor do Brasil, tal como os demais agentes que participam dessa grandiosa Operação. O país não aceitará retrocessos.

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