O ex-presidente Lula da Silva (PT-SP) e toda a cúpula do partido, o PT, representado pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente daquela agremiação partidária, não se cansam de vilipendiar a Justiça, por não aceitarem a prisão após a condenação do ex-presidente pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre. Os argumentos são sempre os mesmos: que Lula da Silva está sendo condenado para não competir nas próximas eleições; porque contra ele não há “provas materiais”.

“o que vê agora no comportamento público de alguns juízes da Suprema Corte é a mera reprodução do que se passou na primeira e na segunda instância”

Daí que o ex-presidente Lula da Silva, em recente carta enviada ao partido e divulgada pela presidente petista Gleisi Hoffmann, chegou a afirmar que tudo isso o leva a crer que não há razão para acreditar que terá Justiça, pois “o que vê agora no comportamento público de alguns juízes da Suprema Corte é a mera reprodução do que se passou na primeira e na segunda instância”. Isto porque, e fato consumado que o ex-presidente já contava com a sua soltura pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), abortada pela ação do ministro Edson Fachim em levar o processo para julgamento em plenário.

Entretanto, à luz da razão, o ex-presidente até aqui não sofreu qualquer cerceamento de defesa. Pelo contrário, a cada dia aparece um novo recurso pedindo sua soltura. Além disso, não é só o processo relativo ao luxuoso triplex na praia das Astúrias, no Guarujá – SP, pelo qual foi condenado a 12 anos e um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Outros seis processos continuam a tramitar na Justiça:

– O do sítio em Atibaia – SP, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O sítio foi comprado em nome de laranjas e reformado pelas construtoras Odebrescht e OAS, em contrapartida de recursos da corrupção na PETROBRAS. O processo também está cravado por provas contundentes e robustas, segundo a Polícia Federal.

– Corrupção passiva e lavagem de dinheiro pela aquisição de um terreno para instalação do Instituto Lula e de um apartamento contíguo ao que reside em São José dos Campos, também com dinheiro oriundo da PETROBRAS.

Os outros processos são por obstrução da Justiça, após tentar comprar o silêncio do ex-diretor da PETROBRAS Nestor Cerverá;  corrupção passiva, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa em processo no qual é acusado de beneficiar a Odebrecht com recursos do BNDES em Angola; tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização crimina por tentativa de interferir na aquisição de 36 aviões da empresa Saab para a FAB. Por fim, pela suposta venda de medidas provisórias em benefício das indústrias automobilísticas (Operação Zelotes).

Outro agravo que não dá para esconder da opinião pública, por mais que queiram os petistas, são os desvios dos acervos presidenciais, que pela legislação vigente pertencem à União. Segundo matéria publicada no site do jornal “O Globo”, que teve acesso ao relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), dos 117 objetos levados por Dilma Rousseff somente seis não foram recuperados. Já do ex-presidente Lula da Silva, dos 434 objetos levados, só 360 foram recuperados.

Mesmo preso e condenado em segunda instância, portanto FICHA SUJA, o ex-presidente Lula da Silva vem insistindo veementemente para concorrer a presidente da República nas próximas eleições. Pelo visto, o objetivo é futuramente questionar a legalidade do pleito, pois só assim o PT conseguirá desestabilizando o País, com o apoio dos energúmenos e dos incautos.


O desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, de Porto Alegre, ao mandar soltar o ex-presidente Lula da Silva acabou por dar um lamentável exemplo de como agem os juízes que colocam a política acima das Leis, aparelhando o Estado.  O que será  para eles um Estado Democrático de Direito?

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Nascido em Barra de São João, no Rio de Janeiro, Wagner Medeiros Jr. é formado em economia com diversas especializações na área da saúde. Área na qual sempre teve grande atuação, já foi o representante capixaba na Federação Brasileira de Hospitais e atualmente é o superintendente do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim-ES. Ao longo de sua carreira sempre conviveu diretamente com a política, exercendo também cargos públicos, experiências que contribuem para seu senso crítico acerca do assunto. Um estudioso da história do Brasil com uma posição política de centro, contra os radicalismos de esquerda e direita, se destaca como colunista dos jornais Aqui Notícia, Folha do Caparaó e da revista Cult. Por estes e outros destaque foi convidado a integrar a Academia Cachoeirense de Letras, de onde é membro desde 2016.

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