O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (MDB-RJ), em seu último depoimento à Justiça Federal, disse que o seu apego ao poder e ao dinheiro “é um vício”, ao explicitar detalhadamente o esquema da roubalheira montado durante o seu governo. Até então o ex-governador vinha negando todas as provas contra ele e seu grupo, atribuindo a sobras de campanhas à volumosa quantidade de dinheiro rastreada pela Polícia Federal. Agora, entretanto, após já condenado a 198 anos e seis meses de prisão, Sérgio Cabral diz-se “arrependido” por mentir nos depoimentos anteriores, mas não dos crimes.

O esquema da roubalheira no Rio de Janeiro é bem similar ao aberto pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados para saquear as empresas estatais, como a Petrobras, e o erário público durante o seu período de governo. Dizer que isso é vício é muito pouco diante da gravidade do crime e dos efeitos nocivos ao país. Infelizmente, essa criminalidade não se restringe a um único governo, como também a apenas um poder da República. Na realidade ela parece endêmica e abrange todas as esferas do poder nos níveis federal, estadual e municipal. Logicamente, com pontuais exceções.

O comportamento de vossas excelências, bem explícito no toma lá dá cá que permeia a relação entre os poderes – Executivo, Legislativo e também o Judiciário -, bem como o conjunto de privilégios “conquistados” por essas categorias nos dão bem a dimensão da falta de apreço com o Brasil e a prioridade aos interesses próprios.

Desta forma, setores essenciais como saúde, segurança pública e educação ficam fatalmente afetados, o que penaliza, sobretudo, as classes mais pobres. Bilhões e bilhões de recursos vão sendo extraviados enquanto investimentos importantes para o Brasil e a criação de empregos vão sendo protelados. O que fica como prioridade é a gastança com retorno garantido aos usurpadores do poder. O prepotente cidadão de segunda categoria!

É importante observar que a criminalidade não tem qualquer constrangimento em endividar o Estado em prol de obter vantagens. Não por outro motivo o Brasil chegou ao seu limite e hoje se encontra de norte a sul quase totalmente falido, depois de tanto ser sangrado como se o dinheiro público não tivesse limites. Sérgio Cabral é um fiel exemplo, principalmente agora que é réu confesso. Por outro lado, criminosos como o ex-presidente Lula da Silva (PT-SP) ainda preferem continuar negando, não obstante ao consistente conjunto de provas levantadas pela Polícia Federal.

Mas no Brasil da “Nova República” nunca faltaram exemplos de “Cabraus”, de “Lulas da Silva” e de “Geddeus”, com os mesmos “vícios” e a mesma prepotência – ou quem sabe uma doença crônica que lhes fazem chafurdar na lama do poder como se a vida não tivesse limites. Entretanto, a função mais nobre do Estado e de cada um de seus agentes públicos é atender as necessidades da população, com absoluto altruísmo.

Daí que a boa Justiça tem que ser fortalecida, pois o lugar de criminosos do colarinho branco é na cadeia, sem nenhuma compaixão ou outro qualquer sentimento de piedade. Louva-se, então, a Justiça maiúscula e o trabalho sério de importantes segmentos do Ministério Público e da Polícia Federal. O crime contra o Estado e seus cidadãos não pode ser perdoado.

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