Todos os países do mundo, com exceção de alguns que estão alinhados à esquerda, não reconhecem a Venezuela como uma democracia. Seu presidente, o ditador Nicolás Maduro, hoje usurpa do poder, depois de uma eleição fraudulenta sem a participação dos partidos de oposição e de observadores internacionais. Bem expressou o presidente da Argentina, Mauricio Macri, em sua rápida passagem pelo Brasil, ao dizer: A comunidade internacional já se deu conta. Maduro é um ditador que busca se perpetuar no poder com eleições fictícias, encarcerando opositores e levando os venezuelanos a uma situação de desespero.

Segundo o Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), o número de imigrantes e refugiados venezuelanos, até o último mês de novembro, chegou à marca de três milhões de pessoas. Atualmente cerca de cinco mil pessoas por dia deixam a Venezuela em busca de refúgio em outro país, principalmente junto aos vizinhos. O principal motivo é a falta de produtos de primeira necessidade, como de gêneros alimentícios, de higiene pessoal e medicamentos. Mesmo assim, autoridades daquele país negam a atual situação, apontando que esse fluxo de pessoas é “apenas circunstancial”.

Não obstante aos questionamentos internacionais, o ditador Nicolás Maduro tomou posse no último dia 10 para seu segundo mandato em cerimônia realizada no Tribunal Supremo de Justiça, órgão controlado por ele. A Assembléia Nacional, eleita pelo povo, foi alijada porque a esmagadora maioria dos eleitos é da oposição. Mesmo assim, o Partido dos Trabalhadores (PT) não deixou de mandar sua representante ao evento, a atual presidente da sigla, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

É inegável, portanto, o alinhamento sistemático do PT ao regime ditatorial da Venezuela. Não é por outro motivo que o candidato do partido no último pleito, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT-SP), por inúmeras vezes apontou como pontos não negociáveis de seu plano de governo o que chamam por “controle social da mídia” e “soberania popular”. São esses dois pontos, aliás, o que os petistas ideológicos lamentam por não terem conseguido implantar durante o período de governo daquela legenda, do início de 2003 até o final de agosto de 2016.

O controle social da mídia nada mais é que a censura aos meios de comunicação, de modo a evitar opiniões que não estejam alinhadas com a ideologia dominante. Nicolás Maduro em seu governo extirpou toda mídia independente: jornais, rádios, televisão e todos os outros meios, de forma a calar a oposição democrática do país. Daí que denominem a imprensa independente como “golpista”. Entretanto, é a liberdade de imprensa um dos mais importantes pilares do Estado Democrático de Direito. O direito à opinião é um direito inviolável do cidadão, que não deve ser controlado em hipótese alguma.

Outro ponto é o que chamam por “soberania popular”. Maduro incrementou na Venezuela, em todas as províncias, milícias armadas para a defesa de sua ditadura. Atualmente são mais de dois milhões de milicianos. Também controlou as forças armadas através da nomeação de militares para os principais cargos estratégicos, além de fomentar organizações não governamentais alinhadas ao governo. A voz da oposição foi calada com a prisão de seus principais líderes e a repressão às manifestações populares, inclusive com centenas de mortos.

A soberania popular no Brasil, para o Partido dos Trabalhadores, é apoderar os movimentos sociais, tais como o Movimento dos Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento em Defesa das Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBTT), Sindicatos, entre outras Organizações Não Governamentais (ONG’s) que congregam minorias e militantes da esquerda. Os demais brasileiros, ou seja, a maioria da população – os “burgueses” – deve ficar alijada por indesejável ao sistema. Mas, para felicidade geral da nação essa proposta foi vencida nas urnas, democraticamente.

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